segunda-feira, 14 de outubro de 2013


O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O FUNDAMENTO DO USO DO VÉU.



A paz de Deus. O servo de Deus enviou-me essa explicação sobre o uso do véu na CCB, com alguns acréscimos para melhor entendermos esse mandamento que é muito negligenciado por falta de uma interpretação coerente e 100% bíblica.

Que Deus possa iluminar o entendimento daqueles que verdadeiramente tem como guia unica e verdadeira a Palavra de Deus. Deus vos abençõe!

OBS: Só posto do meu blogger aquilo que professo e tenho como norma de fé.

INTRODUÇÃO

As igrejas cristãs de todas as épocas e em todos os lugares são concordantes entre si, afirmando ser o nosso Senhor Jesus Cristo o “cabeça”(autoridade) da igreja de Deus (Rm. 12.5; 1º Cor. 12.13-27; Cl. 1.18). Esse mesmo ensino pode ser observado nas cartas de Paulo às igrejas. Todas as denominações Cristãs professam essa fé, entretanto, pergunto: Onde, nas Escrituras Cristãs esse mesmo ensino( doutrina) é desenvolvido dando esclarecimentos tão profundos em seu significado?

A resposta é… “ I Coríntios 11.1-16″.

Paulo, o apóstolo dos gentios, fez saber aos Coríntios por intermédio de Timóteo, sobre os seus caminhos em Cristo e o “ensino” (singular, único) em cada igreja (1º Cor. 4.17) que Cristo Jesus era (e sempre será) a única “cabeça”(autoridade) da igreja.

O assunto do uso do véu pelas irmãs deve, não só ser aplicado, pois, também envolve o interesse Divino em que seus filhos “saibam” ( I Cor. 11.3 ) da importância da figura ou significado existente em 1º Cor.11.1-16, e o que isso representa para Deus, para os anjos, à igreja e para a doutrina apostólica, pelo fato de escrever tal ensino ocupando mais da metade do capítulo onze, tratando somente do assunto, o ato do homem “descobrir” a cabeça, enquanto a mulher “cobre” a sua, o que isso representa?

Afinal, na concepção Divina, o que estamos dizendo ou proclamando quando obedecemos ou desobedecemos tal mandamento? É isso mesmo o que veremos logo a seguir:

Antes de examinarmos 1º Cor. 11.1-16, devemos tomar cuidado, pois que tal epístola também é estendível aos Cristãos de todos os lugares, 1º Cor. 1: 1-2, (ARC-BV-NTLH). Caso o contexto acima apontado esteja obscuro, que venha a dificultar o entendimento para algum irmão, irei expor aqui , uma tradução de fácil compreensão, isto é, a Nova Tradução na Linguagem de Hoje :

“ Eu, Paulo, que fui chamado pela vontade de Deus para ser apóstolo de Cristo Jesus, escrevo, junto com o irmão Sóstenes, esta carta à igreja de Deus que está na cidade de Corinto. Escrevo a todos os que, pela sua união com Cristo Jesus, foram chamados para pertencerem ao povo de Deus. Esta carta é também para aqueles que em ( gr. en = dentro de) todos os lugares adoram o nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (1º Cor.1:1-2, Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH – SBB ).(grifo meu).

1º CORÍNTIOS 11.1,16

11.1 – “Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo.
11.2 – E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim e retendes os preceitos como vo-los entreguei.”

Vs.1-2. – Nos versos 1-2, Paulo apresenta a necessidade de imitarmos o apóstolo em seu zelo de seguir a Cristo e seu ensino, devemos imitá-lo, fazer como ele. Exortando ainda, deu-lhes o dever de “reter” (segurar firme, não abrir mão)dos“preceitos ou tradições”(gr. paradosis = tradição ), que é o mesmo que “receber e transmitir ensinamentos à geração seguinte”; assim, ele recebeu do Senhor e transmitiu à igreja.

11.3 –“Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo varão, e o varão, a cabeça da mulher; e Deus, a cabeça de Cristo.”

V. 3 – Principiando a aplicação do ensino, Paulo, sob a atuação do Espírito Santo, revela que a vontade de Deus é que “saibamos”, isto é, não sejamos “ignorantes” do significado daquilo que o Senhor havia ordenado. O primeiro significado importante, é o simbolismo do vocábulo “cabeça”(gr. kephalê ): – “ Cristo é a cabeça de todo varão, e o varão, a cabeça da mulher, e Deus, a cabeça de Cristo”. Neste simbolismo de “cabeça,” se entende e interpreta por “chefia” ou “autoridade,“ assim, Cristo é a “autoridade”(cabeça) do homem, o homem “autoridade” (cabeça) da mulher, e Deus é a “ autoridade”(cabeça) de Cristo.

11.4 –“Todo homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça.”

V.4 – Nesse verso, é ensino do Espírito Santo, que “todo homem que ora ou profetiza tendo a cabeça coberta, desonra a própria cabeça”. Sendo, portanto, “cabeça” figura de “autoridade”, o homem cobrindo-a, estará “cobrindo” ou “escondendo” no culto, aquele que exerce autoridade sobre si,isto é, CRISTO ; estará proclamando(simbolicamente) que a autoridade dEle não está sendo reconhecida ali; expondo-o à “desonra”(gr.kataischunõ = confundir, humilhar, desonrar, envergonhar). Com esse ato, pergunto : – Quem estará exercendo a autoridade no culto se, simbolicamente, essa autoridade está “coberta, escondida” ?

Certamente a resposta por trás desse ato é que há uma “outra”(gr. heteros) autoridade “descoberta” na igreja que não seja a de Cristo. Assim, é bom voltarmos ao verso 3 e lermos:... “ mas quero que saibais” !

11.5 – “Mas toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada.
11.6 – Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu.”

Vs. 5-6 – Dando prosseguimento, nestes versos, o Espírito Santo nos transmite um ensino muito importante, o qual devemos tomar todo o cuidado para que em nada possamos ofender a Deus e sua “Sabedoria” (Cristo). O Senhor, na sua onisciência, não nos deixou um estatuto imperfeito. “Mas toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra sua própria “cabeça” ( v.3); isto é, o “homem” !

Assim, a mulher estará proclamando através desse ato exterior, que está desonrando o homem, sua “cabeça” ou autoridade, tudo isso no culto, que deveria ser para honra e glória de Deus, quem isso afirma é a “Escritura” e não o servo de Deus que faz este comentário!
Então, como anteriormente foi feito uma pergunta sobre quem estaria exercendo a “ autoridade” no culto, a resposta é que, no ato do homem cobrir a sua “cabeça”(autoridade) e a mulher descobrir a sua “cabeça” (autoridade); irrefutavelmente, a própria Escritura está ensinando que “não só” o homem está exercendo sua “autoridade”(cabeça da mulher descoberta), mas a mulher está manifestando a sua própria “glória”( v.14), enquanto a autoridade de Cristo e glória de Deus que deveria ser “descoberta e manifestada”, foi coberta, ocultada!

Ficaria incompleta esta matéria, se não fosse exposta aqui uma questão : – “Quando o homem está com a sua cabeça“ descoberta” e da mesma forma a mulher se apresentar com a cabeça “descoberta” na reunião de adoração, fica claro que, duas cabeças estão descobertas, assumindo ( figurativamente) a autoridade na igreja” !! Quanto a isso, Deus deixou claro ao ordenar ao homem descobrir a cabeça e a mulher cobrir a sua. Para a igreja reunida, em culto de adoração a Deus, o Senhor estabeleceu, somente uma “cabeça” (autoridade) sobre a igreja, a de Cristo Jesus, seu Filho amado !
Portanto, prezado irmão, não cubra sua “cabeça” na reunião dos santos, e você irmã, cubra a sua “cabeça” no culto, para que a “autoridade” do homem seja coberta, escondida, diante da supremacia de Cristo, com este ato, você está também cobrindo sua “glória”(cabelo comprido) e somente é manifesta “uma” glória, a de Deus, e somente “uma” autoridade, a de Cristo Jesus, nosso Senhor! Aleluia!

Porém, se a mulher não se cobrir com véu, há o IMPERATIVO que "rape"ou que se “tosquie” ! Esse imperativo é que, pelo fato dela não se cobrir, estará expondo sua “cabeça” (ou autoridade) à vergonha, desonra; assim, “rapando” a cabeça também estará destituída de “glória”(cabelo comprido), tornando assim, como as que rapam a cabeça , significando sem autoridade e sem glória . Destarte, se para ela é coisa indecente o tosquiar-se ou rapar, “que se cubra”, isto é, use véu.

“Que se cubra", no original grego é “ katakaluptesthô, ” cujo verbo é “ katakaluptô ” o qual está na 3ª pessoa do singular, no tempo PRESENTE do IMPERATIVO . Assim, o véu de que aqui se fala não é o “cabelo” do verso 15; pois, presentemente, Paulo não iria ordenar às nossas irmãs a pôr “ cabelo ” (?) quando estavam na reunião de adoração, naquela época, creio eu, não existia implante de “cabelo” como nos dia atuais ( só se for peruca) .

Assim, como o verbo está no modo IMPERATIVO, é uma ordem ou mandato !
Este ensinamento de 1° Coríntios 11. 1-16, contém doutrina para o homem e para a mulher, e se opõe ao que alguns intérpretes sugerem, dizendo ser um “ costume ” puramente oriental.

A Escritura contradiz abertamente esses intérpretes, ao dizer : “ O homem, pois, não deve cobrir a cabeça” ( gr. ouk opheilei katakaluptesthai ), significa literalmente “ não deve trazer algo sobre ( a cabeça ).

“Acompanhado de um advérbio de negação “ouk,” o presente do imperativo proíbe uma ação que está em andamento, ou que está se repetindo, deve cessar, deve acabar!” ( Noções do Grego Bíblico – Gramática Fundamental, pág. 269).

“Não pode haver verdadeira teologia bíblica, a menos que seja baseada em exegese bíblica sã, e não pode haver exegese bíblica sã, a menos que seja posto um firme fundamento textual e gramatical.” ( F. F. Bruce – Chefe do Departamento de Literatura de História Bíblica da Universidade de Sheffield – Dicionário Vine).

Tal mandamento proibitivo ocorreu pela presença de Cristãos judeus ( Atos 18. 4 ), pois, estes, segundo o costume e ensino rabínico “cobriam” ( e cobrem) suas cabeças quando oravam, vejam, 1º Cor.11.1-16 não está transmitindo “costume” do judaísmo aos gregos; pois, aqueles cobriam e cobrem a cabeça, até ao dia de hoje, no entanto, 1º Cor.11.1-16 contrariando tal costume… “ PRO-Í-BE” !!!

Quem realmente conhece os costumes do judaísmo e até mesmo entre os muçulmanos, sabem que estou falando a verdade , os ensinos do apóstolo à igreja difere dos costumes da época, aliás, é nova, pois faz parte da “boas novas”. Em a “Nova Enciclopédia
Barsa, volume 13, pág. 458 ” no assunto “Talmude,” observa-se os rabinos “lendo”(ensinando) o Talmude com a “cabeça” coberta, como um reflexo de que não reconhecem a “autoridade” (cabeça) Messiânica de Jesus !
Destarte, no “ Dicionário Vine, “ que mostra o significado Exegético e Expositivo das palavras do Antigo e Novo Testamento, no vocábulo “ descoberta,” contém as seguintes afirmações :

Descoberta



akatakaluptos, “descoberta” ( fornecido de a, elemento de negação, e katakaluptô, “cobrir”), é usado em I Cor. 11.5,13 (“descoberta”), com referência à injunção proibindo as mulheres estarem sem “véu” ou “ descobertas “ nas reuniões da igreja. Pouco importando que tipo de cobertura seja, deve estar na cabeça como “ sinal de poderio” ( I Cor.11.10), cujo significado é indicado em 1 Cor. 11.3 no assunto de supremacia, e cujas razões são dadas em 1 Cor. 11.7-9 e na frase “por causa dos anjos”(1 Cor. 11.10), intimando o testemunho e interesse deles naquilo que indica a supremacia de Cristo. As injunções não era nem judaicas, que exigiam que os homens cobrissem a cabeça na oração, nem gregas, pelas quais homens e mulheres ficavam igualmente com a cabeça “descoberta”. As instruções do apóstolo Paulo eram “ mandamentos do Senhor”(1 Cor.14.37) e eram para todas as igrejas ( 1 Cor. 14.33,34).“ (Dicionário Vine - O Significado Exegético e Expositivo das Palavras do Antigo e do Novo Testamento - CPAD, pág. 547) .

O Dicionário Vine é aprovado pelo “Conselho de Doutrina da CPAD.“ Para quem ignora o significado de “injunção” é MAN-DA-MEN-TO ! Em o “Manual da Escola Dominical ”(publicação da CPAD) pág. 81, o qual ensina a diferênça entre “ costume e doutrina, “ ensina que um costume é LOCAL, mas uma doutrina é GERAL ! Conforme demonstrado no início da matéria a epístola aos Coríntios é estendível aos cristãos de TODOS os lugares; também, demonstrado pelo Dicionário Vine, as instruções do apóstolo Paulo, no assunto supracitado, eram para TODAS AS IGREJAS !!

Como já demonstrado acima pelo “Dicionário Vine”, as mulheres no mundo grego pagão não cobriam as cabeças ( igualzinho nos dias de hoje), nos cultos, e ordena as que estão em Cristo para “cobrir”( v.6), Ora, a mulher que verdadeiramente está revestida de submissão interior, não se revestirá de submissão exterior ao mandamento Divino ( escreveu sob inspiração) em cobrir a “cabeça” (autoridade) na reunião de adoração ?
Outrossim, no mundo oriental judaico e árabe, as mulheres são proibidas ao saírem de casa ( Nova Enciclopédia Barsa , volume 8, pág. 226, vocábulo “ Israel ” ) seja onde for, de se apresentar em público com a cabeça “descoberta” ( amostra em figura ).
O Espírito Santo em 1 Cor. 11.1-16, ensina totalmente diferente, quando não estiverem no ajuntamento santo (seja onde for) o cabelo é dado em lugar de véu, ocupando o lugar, não orando ou profetizando ( v.15).

A prova do que estou afirmando? É a Escritura, única fonte da verdade que emana de Deus! Ao ordenar “que ponha o véu”, o verbo“ pôr” está na 3ª pessoa, no modo imperativo do presente, impossível maior clareza! Isso mostra e indica que “antes” de estar no culto, no ajuntamento santo, a mulher se encontrava sem o véu, o cabelo, como diz o texto, estava ocupando o lugar, para isso foi dado em lugar, mas quando ora ou profetiza, “que ponha” o véu, já não é o cabelo, isso já foi esmiuçado anteriormente, assim, a conclusão é :
A Escritura não diria ” que ponha” se elas viessem de fora com o “véu” (mantilha), mas que “ permaneça ou continue” ! “Katakaluptesthô,” cujo verbo é “katakaluptô”, está no modo imperativo, aqui, ”o modo imperativo expressa uma ordem ou mandato.

Nesta passagem, a vontade apela direta e afirmativamente à outra” ( Noções do Grego Bíblico). O tempo verbal grego koinê PRESENTE, indica que o verbo no caso acima, não está ligado, preso ao passado, mas “que está acontecendo, estado incompleto, em andamento” ( onde ? ).

Nos países onde a mulher é proibida em sair de casa tendo a cabeça descoberta, não há problema algum em obedecer, uma vez que a palavra de Deus está regulando um problema interno, o modo do homem e da mulher se apresentar na reunião de adoração, referente ao culto, e não de um problema externo.


ENTENDENDO A QUESTÃO DA GLÓRIA



11.7 -“O varão, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do varão.”

V .7 – Da mesma forma que a mulher tem mandamento de cobrir a “cabeça”(autoridade), o homem tem igual mandamento de “descobrir” a sua “cabeça”(autoridade) por ser “ imagem e glória de Deus”, mas a mulher é a “glória do varão”; de fato, a “glória de Deus” não pode ser “coberta” ou “escondida” na igreja, mas descoberta e manifestada ! O ato do homem não cobrir sua cabeça física, é um reflexo espiritual de que a glória de Deus , juntamente com a autoridade de Cristo se faz presente, quando nos reunimos para adorá-lo. Irmãos, o significado do ensino de 1° Cor. 11.1-16, é mui belo e maravilhoso, nos traz conhecimento daquilo que foi dito no princípio : “ Quero que saibais”(…) .

11.8 – “Porque o varão não provém da mulher, mas a mulher, do varão.
11.9 – Porque também o varão não foi criado por causa da mulher, mas a mulher, por causa do varão.”

Vs . 8-9 – Os versos 8 e 9, nos remete à narração da criação, em Gênesis, não para mostrar “superioridade” do varão em relação à mulher; pois, diante de Deus, homem e mulher são iguais em valor, em importância; todos foram comprados pelo mesmo preço de Sangue ( Gl 3.28; I Cor. 12.13), o ensino é que, numa adoração conjunta, ambos tem “funções” representativos na igreja concernente à “cabeça” (autoridade), funções estas que devem ser respeitadas à luz da palavra de Deus .

11.10 – “Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos.”

V. 10 – Assim, amados, o uso do véu também tem uma “causa”, essa causa são os “anjos”; “deve”(gr. opheilei) vem de “dever”, obrigação resultante dos preceitos ou mandamentos da honra. Essa afirmação da Escritura derriba por terra o fraco argumento ou disfarce da “cultura” como muitos afirmam. Pois, os anjos são celestiais. Destarte, eles já presenciaram insubordinação no céu ( João 8.44; Ap.12.7-8-9) como também na terra ( Gn 3.11-Vs), ou pensa o caro leitor que os anjos não estão mais ativos na igreja do séc. XXI, nos dias atuais, observando-nos ( Lc 1.19; Hb 1.14; Sl 34.7) ?
Essa subordinação à autoridade de Cristo no culto, é algo que os próprios anjos compreendem quando a mulher cobre e o homem descobre a sua cabeça, que são simbologia de autoridades e glórias.

Há os que afirmam que o uso do véu era por “causa” das prostitutas cultuais existentes em Corinto; tal interpretação é uma aberração à regra fundamental da hermenêutica:
”A bíblia interpreta a própria Bíblia, ou seja, a Bíblia por si mesma se explica”!
E, a bíblia se explicando, diz que é por “causa”dos anjos, nós na Congregação Cristâ no Brasil, não temos o “costume” de confundir “anjos” com “prostitutas,” o que é uma “o-fen-sa” à palavra de Deus e aos anjos !!! Assim, chega a ser hilário nos acusarem chamando-nos de “ignorantes” no assunto citado. Bela comparação a deles, associar o uso do véu com as “prostitutas” de Corinto.

Outrossim, a autoridade de Cristo e a glória de Deus manifestas como únicas descobertas na reunião de adoração, que deveriam estar realçadas em tais estudos, é substituída por “cultura, costume, e prostitutas de Corinto,” como… ‘causa’(?) do uso do véu!!!
Senhor, Jesus, perdoa-lhes, porque não sabem nem o que dizem nem o que afirmam !!

Com efeito:

“A Bíblia é toda a revelação Divina que necessitamos. Tudo o que for revelado sem o apoio das Escrituras é falso.”( O pregador eficaz, pág. 72 – CPAD).

Desde quando os ensinos de Paulo referente à autoridade de Cristo e glória de Deus faziam parte da ‘cultura’ ou ‘costume’ na cidade pagâ de Corinto? Não é disso que o apóstolo está tratando na passagem de 1º Cor. 11.1-16?
Só faltam afirmar que Paulo era “ministro da cultura”; já, em outro assunto em que o mesmo apóstolo fala sobre os “atletas que correm no estádio,” (1º Cor. 9.24-25) será que ele era “ministro dos esportes”?

E, no tocante à “coleta para os Cristãos pobres da Judéia” (1º Cor.16.1-2)? Será que Paulo era “ministro da economia”?

Destarte, com esse ato de submissão por parte da igreja à Cristo, os anjos se regozijam ao contemplarem que a igreja reconhece unicamente a autoridade de Cristo e uma glória, a glória de Deus sendo manifestada no ato de cobrir (a mulher) e descobrir(o homem) a cabeça na reunião de adoração e, o nosso Deus é glorificado.

11.11 – “Todavia, nem o varão é sem a mulher, nem a mulher, sem o varão, no Senhor.
11.12 – Porque, como a mulher provém do varão, assim também o varão provém da mulher, mas tudo vem de Deus.”

Vs. 11–12 – Dando continuidade, os versos 11 e 12, nos ensina que tanto homem quanto mulher provém um do outro, dependendo assim mutuamente no Senhor, e que todas as coisas provém de Deus; isto é, o nosso Deus é Soberano e independente .

11.13 – “Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta?”

V. 13 – No verso 13, a igreja que estava em Corinto deveria julgar a questão do véu, entre eles mesmos, porém, sempre pautados nos ensinos do apóstolo, tanto é que, a mesma igreja precisava de suas orientações, sobre várias “coisas”( 1º Cor. 7) não tendo, portanto, como resolver por si própria, assuntos doutrinários. E a resposta esperada seria um “não”, pois caso pendessem para as mulheres estarem com a cabeça “descoberta” na reunião de adoração, deveriam “rapar ou tosquiar” a cabeça (1º Cor. 11.6), o que seria uma desonra ou ausência de glória, portanto uma ordem para a mulher rapar ou tosquiar-se caso contendessem o ensino apostólico.

11.14 – “Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o varão ter cabelo crescido?
11.15 – Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu.”

Vs. 14-15 – É ensino apostólico o homem não usar “cabelo comprido” (gr. komaô) por ser “desonroso”, por outro lado para a mulher o usar “cabelo comprido” ( gr. komaô) lhe é uma “glória” ou “honra”(gr. doxa = honra , glória). Por isso mesmo o cabelo lhe foi dado em lugar de véu. Ora, sendo o homem a “glória de Deus”, e a mulher “glória” do homem, porventura a mulher ficará sem “glória” ? É óbvio que não. Pois, o texto afirma que o cabelo comprido lhe é uma “glória”. Por essa razão mesmo, de ser para ela uma glória, no culto ela tem de “cobri-la,” e quando se cobre, estará cobrindo a “glória do homem” juntamente com sua própria glória; Deus é glorificado tendo a sua glória descoberta na igreja, pois essa glória mediante esse ensino, indica que Ele não quer dividir com ninguém !
O cabelo (gr. komê) lhe foi dado em lugar de véu, quando a sua cabeça se encontrar descoberta, não na reunião de culto e adoração a Deus. O Senhor, em sua sabedoria, não deixou um tamanho padrão para o comprimento do cabelo, pois, o crescimento do cabelo pode variar de mulher para mulher, sou cabeleireiro e falo com conhecimento de causa; “komaô”, indica não pôr empecilho ou obstáculo para impedir que o cabelo seja crescido ou comprido.

Também, é digno de nota atentarmos para a expressão do verso 15 que diz, “ foi dado em lugar de "véu"(gr. peribolaion). O que o texto diz é que o cabelo (gr. komê) foi dado em lugar de "peribolaion" e não em lugar de "katakaluptô"(verso 6). Esse “foi dado” (gr. dedotai) indica o tempo “passado”, anterior à reunião de adoração a Deus; enquanto o verbo “cobrir” ou “pôr”( verso 6) indica o tempo “presente,” encontrando-se no ajuntamento santo . Assim, o cabelo é dado em lugar de véu não estando a mulher na reunião da igreja, no caso de se encontrar a igreja reunida, eis o mandamento para a mulher, que se encontra no tempo presente, “QUE SE CUBRA”. Tem mais, ainda não acabei, a expressão “ cobrir”(gr. katakaluptô)a qual se encontra no verso 6, referente em cobrir-se com véu, difere da expressão em lugar de “cobertura” (gr. peribolaion), o substantivo deverbativo “peribolaion” remete para o verbo “perilabô” que significa “lançar ,colocar ao redor”. Destarte, katakaluptô deve cobrir komê (cabelo comprido) que foi dado em lugar de peribolaion.

11.16 – “Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus.”

V. 16 – “Se alguém quiser ser contencioso, saiba que nós não temos tal costume e nem as igrejas (gr. hai ekklêsiai) de Deus.” (grifo meu).
Ora, “CONTENCIOSO”, nada mais é do que aquele que não está revestido de submissão ao ensino supracitado. “Contencioso” (gr. philoneikos) é o mesmo que “ amante da contenda, litigioso, brigão.“ Paulo encerra o assunto, dizendo que “ nós “ ( ministério) não temos tal ” costume ” e nem as “igrejas” ( plural) de Deus .

Assim, é verídico o que escreveu o nosso amado irmão Ismael, dizendo: “A correta aplicação deste ensino nos remete à relação de autoridade que existe entre Deus e os homens. O véu ilustra um ensino de Deus, é símbolo de algo maior e ilustra uma relação de ordem na criação de Deus.”

“O véu cobria a cabeça, e não o rosto. Era, ao mesmo tempo, símbolo da subordinação da mulher ao homem e do respeito que a mulher merece. As mulheres cristãs de Corínto, no entanto, mui naturalmente estavam seguindo os costumes das mulheres gregas, as quais conservavam a cabeça descoberta quando adoravam. Por conseguinte, Paulo assevera que é vergonhoso uma mulher cristã orar ou profetizar na igreja com a cabeça sem véu. Por outro lado, Paulo se manifesta contrariamente à prática dos homens judeus e romanos, os quais oravam com a cabeça coberta, e ordena que os varôes crentes orem e profetizem de cabeça descoberta, como sinal da autoridade de que estão investidos”. ( Panorama do Novo Testamento – Robert H. Gundry, Ph. D. – pág. 314).

Alguns comentaristas afirmam que o significado “interno” da submissão contida em I Cor. 11.1-16 permanece; enquanto o ato “externo” do uso do véu “não é válido”(?) para os dias atuais. Tais comentaristas se encontram revestidos de tamanha “autoridade” (?) que se acham no direito de suprimir este ou aquele MANDAMENTO, suplantando assim, a autoridade da própria SAGRADA ESCRITURA, definindo qual mandamento é válido ou … “vencido” (?).

Destarte, ignorais, que a ” insubmissão do ato ” externo , não põe a descoberto a insubmissão do homem interior, do coração ( MT. 15.18-19) ? Irrefutalvelmente, SIM! “Será, que a “autoridade” (?) deles é superior à autoridade apostólica ?
Vejamos, pois, a “origem” do que Paulo ensinava e pregava : “ Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não recebi nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo”.( Gl 1.11-12; I Cor. 14.37 – ARC).

Assim, essas “coisas” que Paulo escreveu, era, e é destinada aos Cristãos de “TODOS” os lugares. Esse mandamento do Senhor é para a mulher se “cobrir” no culto de adoração, mas a “astúcia e artimanha” dos homens ( Ef. 4.14) ensina na “contramão” da palavra de Deus, dizendo que…“não precisa”ou “não é válido” para os dias atuais(?).

CONCLUSÃO

Prezado leitor(a), deixo aqui uma pergunta:
“A quem tu serves e procuras agradar, a “homens ou a Deus” ( Gl. 1.10) ?

Pense nisso!

A matéria acima, foi elaborada para mostrar que o ensino de 1° Coríntios 11.1-16, não se coaduna com o “costume” da época, é diferente, “santo” (separado) e NOVO !
“E ele é a cabeça (gr.kephalê = autoridade) do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.”(Colossenses 1.18). (grifo meu).

Caríssimos e mui queridos irmãos, o uso do véu na igreja transmite uma mensagem mui gloriosa: – Cristo é a ÚNICA cabeça (autoridade) descoberta em nossa reunião de adoração a Deus, o Cabeça da Igreja de Deus.
Eis uma advertência apostólica à igreja: “Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vâs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;”[...]. (Colossenses 2.8).
“Por que me chamais ‘Senhor, Senhor,’ e não fazeis o que eu digo?"( Lucas 6.46).
Peço aos leitores que comparem esta matéria com outras que estão espalhadas pela internet, e tirem vossas conclusões.

[...] "a igreja não determina o que a Escritura ensina, mas a Escritura determina o que a Igreja deve ensinar."( Princípios de interpretação Bíblica - Louis Berkhof - Pg. 24).

Que Deus vos abençoe ricamente.

BRAS ( ANCIÃO DA VENEZUELA ) - TERRIBELÍSSIMA!


A paz de Deus

Essas obras foram contadas pelo nosso irmão ancião da Venezuela, não tenho certeza se é o irmão Noé, mas é um ancião que foi ordenado com 26 anos de idade, ele morava no Brasil, mas Deus o enviou para aquele País para trabalhar na obra ( antes ele residia na cidade Palmas/ Tocantins).
Ele nos relatou que na Venezuela é muita prova, muita luta mais o Senhor tem sido com eles, ele disse que um dia eles estavam em uma reunião de evangelização na cidade de Maracay, no bairro de San Francisco.
A glória tomava aquele lugar e ao terminar o culto eles estavam saindo e tinha uma mulher de cadeira de rodas, e ao saudar o irmão disse:

- Irmão me deu gana, me vontade de levantar dessa cadeira de rodas e sair andando pelo corredor da igreja!

O irmão ancião olhou pra ela e respondeu:

- Se deu gana, se deu vontade de andar na hora da Palavra, e essa vontade está ai, EM NOME DE JESUS CRISTO LEVANTA E ANDA!

A MULHER LEVANTOU NA HORA E ESTÁ LIBERTA ATÉ O DIA DE HOJE!

GLÓRIA A DEUS!!!

ESSA OBRA É TERRIBELÍSSIMA!!! NÃO PELO MILAGRE EM SI, PELA FORMA COMO OCORREU!!!

TENDES FÉ? Rsrs....ALELUIAA!!!

Ele contou na cidade de Palmas/TO onde ele residia antes, o irmão diácono, por nome de Jurandir que atende a 41, um dia muito provado, na sua casa não tinha nada pra comer.
UM DIACONO NÃO TENDO NADA PARA COMER.

Ele saiu da sua casa, sua mulher disse: Jurandir hoje eu quero comer carne, hoje eu preciso comer carne, não agüento mais essa prova!

Então ele se foi, mas não tinha dinheiro para comprar, as portas todas fechadas, e ele olhando para o céu disse:

- SENHOR SE TU ME PREPARAR CARNE AQUI NESTE DESERTO, TUDO QUE TU ME PEDIRES PARA FAZER NA TUA OBRA EU VOU FAZER!

E andando ele viu um saco em uma encruzilhada, um saco de sal de 15 kg amarrado pela boca, qdo ele abriu aquele saco era CARNE DE SOL naquele deserto. ALELUIAAAAAAA.
Ele pegou aquela carne todo jubiloso, contente levou para sua casa, sua família se alegrou no Senhor, mas ele tinha medo de contar essa obra na igreja e o povo não acreditar. VC ACREDITA?
Então ele foi à casa do ancião, com um propósito de coração, se ele contasse na casa do ancião e alguém cresse; então ele contava na igreja.
E qdo ele contou na casa do ancião, um porteiro que ali estava levantou e perguntou:

- Irmão Jurandir, que hora que vc passou lá? O irmão Jurandir respondeu: - às 11 horas da manhã.
Então o porteiro continuou: - pois bem, eu passei pelo mesmo local às 9:00 hs e o saco estava lá, qdo eu pus a mão no saco para abrir o Senhor bradou comigo: LARGA O SACO QUE NÃO É TEU; então irmão Jurandir vc passou as 11 e eu as 9 e o Senhor não deixou eu abrir o saco e nem pega-lo, pode contar na igreja pq tbm sou testemunha! ALELUIAAAAAA, GLÓRIA A DEUS!!!
Outro porteiro que tbm estava ali, tbm levantou e disse ao outro porteiro: vc passou 9, pois bem, eu passei as 10 e tbm qdo fui para pegar o saco o Senhor bradou comigo: LARGA O SACO QUE NÃO É TEU! Pode contar pq somos testemunhas, continuou porteiro.!

Depois disso tudo ele foi até a cidade Taquarussú/TO, contou essa obra, o porteiro daquela igreja murmurou dizendo:
- Eu não creio que alguém acha carne no deserto, isso é MENTIRA, NÃO PODE SER VERDADE!

O porteiro depois disso passou uma prova, e passando necessidade a sua mulher chegou nele e disse:
- Vai fazer alguma coisa, vai procurar emprego em Taquara Alto/TO, pois eu não agüento mais essa prova, preciso comer alguma coisa hoje, alguma mistura hoje!
E Taquarussú é 16 km de Taquara alto, o irmão de duvidara pegou um saquinho e saiu pela estrada caminhando os 16 km. Provado, pois não tinha nada em casa, o asfalto soltando aquele mormaço de tão quente que tava, um sol de rachar; de repente ele viu alguma coisa pulando no meio do asfalto, ele correu qdo chegou perto do objeto pulando no meio do asfalto, SURPRESA!

ERA PEIXE PULANDO NO MEIO DO ASFALTO! ALELUIAAAAAAAA, GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS!

E O Senhor falou com ele:
- VC DUVIDOU DO MEU SERVO QUE ACHOU CARNE NO DESERTO, VC ACHOU PEIXE VIVO NO MEIO DO ASFALTO QUENTE!

ALELUIAAAAAAAAAA, GLÓRIA A DEUS!!!!

Quando escutei esse testemunho quase fui arrebatado, que obra linda, muito mais com a misericórdia de Deus na vida de todos esses irmãos, principalmente na vida do que duvidou. ESSE É O NOSSO DEUS!

Como disse Davi: "Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão." (Salmos 37 : 25)

Deus abençoe a todos!

TESTEMUNHO - EDIFÍCIO JOELMA/SP - IR. "LEONARDO"


Quando eu era criança vivi o dia em que o edifício Joelma pegou fogo, porque acompanhei as imagens em uma TV preto e branco de um vizinho e acompanhei as reportagens posteriores. Foi o meu trauma de infância. Lembro-me das cenas, labaredas de fogo saindo pelas janelas, as pessoas correndo para um lado e para outro lá em cima, chamas de muitos metros de altura, os helicópteros sobrevoando o prédio e jogando saquinhos de leite para desintoxicar mas não podiam pousar sobre o prédio pois não havia lugar para pouso, não havia escada de emergencia, o elevador travou durante o incêndio pela pane elétrica e os que estavam dentro foram carbonizados. O exercito mobilizado nas ruas, bombeiros tentavam entrar no prédio e muitos bombeiros morriam intoxicados ou queimados, e a realidade era esse: a partir do andar onde começou o incêndio não havia como descer, o Maximo que se podia fazer era subir cada vez mais para os andares superiores buscando a cobertura do prédio, mas quando se encontrava as chamas já nas escadas e corredores o jeito era tentar se trancar numa sala, o fogo queimava as portas e vinha entrando nas salas e as pessoas sentavam ou se penduravam nas janelas e as labaredas vinham vindo atrás e, apesar dos apelos em megafones e dos apelos que pintavam com pinceis em letras gigantescas no asfalto da rua dizendo "POR FAVOR, NÃO PULE!", muitos pulavam e vinham perdendo membros quando batiam em parapeitos, alguns pulavam abraçados, o centro de São Paulo parou pelo horror daquele dia que, infelizmente, não chovia mas ventava muito, e o vento alimentava a chama e intensificava o horror que começo logo de manhã e se estendeu por muitas horas do dia. Bem, esse é o prólogo do que tenho para dizer, agora vou contar o que foi um dos cultos mais belos que marcaram a minha vida:
Era uma semana de Assembléia e estava hospedados na casa da irmã Isaltina
diversos irmãos da Europa (irmãos Portugueses que residiam na frança) e naquela noite nós e todos aqueles irmãos fomos congregar no jardim Alvorada em Jandira e na hora da testemunhança levantou um irmão para testemunhar em cima do púlpito, era o irmão Jairo, cooperador daquela região (Barueri, ou Jandira, se não me engano) é um irmão Fransino, bem magrinho e escurinho, já um senhor, e ele nos contou isso: disse que quando era moço trabalhava no edifício Joelma em São Paulo e um dia pouco depois de começar o expediente ouve um curto-circuito nos primeiros andares do prédio e iniciou-se um incêndio, alguns aglomeraram-se no elevador e conseguiram descer mas na terceira leva o elevador travou e os que estavam dentro morreram queimados então eles começaram a correr escadas acima e o fogo vinha subindo muito
rápido. Quando ficou encurralado pelo fogo o nosso irmão se trancou em uma sala junto com outras pessoas, e todos gritavam, chamavam os seus santos e seus deuses, e segundo irmão Jairo, naquela hora todos era iguais, não havia preto, nem branco, nem pobre, nem rico, a visão ardia porque a fumaça entrava por debaixo da porta e pelas janelas, os que estavam perto das janelas pulavam e gritavam e ele saiu de perto porque percebeu que pulavam um atrás do outro. Então o irmão foi para uma janela e não dava para ver o horizonte por causa da fumaça preta que saia do prédio e o irmão lembrou-se que daquele lado ficava a igreja do Braz e naquele tempo as reuniões da mocidade eram no Braz e eram apenas uma vez por ano.
Então o irmão conversou com Deus e falou: "Ah, senhor, quantas vezes ali no Braz Tu me visitastes, eu tenho a recordação de tantas reuniões da mocidade que Tu mudastes o meu cativeiro. Que saudade! E agora eu sei que eu vou morrer e que eu nunca mais vou participar de uma reunião! Mas eu te peço uma coisa, se Tu queres, manda um vento limpar essa fumaça e permita que eu veja a tua casa mesmo que seja pela última vez! E na mesma hora o vento mudou de lado e apareceu a igreja do Brás dentro do campo de visão do irmão. E logo o vento mudou novamente e não se via mais a igreja e então o irmão olhou para traz e viu que a porta da sala onde ele estava começou a ser tomada por labaredas e o fogo que estava lá fora começou a entrar na sala. Nessa hora o irmão saiu de perto da janela para não ser impulsionado a pular e muitos estavam pulando, então o irmão sentou-se no chão encostado na parede olhando para a porta e haviam mais algumas pessoas sentadas do lado dele. E as pessoas começavam a tossir, tossir e de repente caiam para o lado mortas, intoxicadas. Ele olhava para um lado cai um, olhava para o outro caia outro. E ele também, tossindo muito, já sem conseguir
respirar, foi caindo lentamente e olhou para a porta (aonde não havia mais porta, mas apenas uma labareda de fogo) e viu um bombeiro passar no meio das chamas e entrar na sala.
O bombeiro trazia toda a farda: macacão, cinturão, capacete, mascara contra gás, e o bombeiro parou a alguns metros do irmão e fez um sinal com a mão chamando ele. E foi saindo da Sala. O irmão Jairo, sem conseguir falar por causa da fumaça e falta de ar desesperou e esticou a mão para ser puxado pelo bombeiro, mas o bombeiro que ia saindo apenas parou (no meio das chamas) olhou para traz e fez sinal novamente para
ele segui-lo, então o irmão Jairo não conseguia falar e nem andar, foi engatinhando e tentando dizer "me espere, me ajuda!", mas o bombeiro continuou andando, o irmão Jairo passou engatinhando no meio das chamas e o bombeiro foi descendo pelas escadas no meio de labaredas e de vez em quando parava entre labaredas e apenas fazia o mesmo sinal com a mão "venha" e o irmão Jairo foi descendo engatinhando nas escadas em chama e apenas no pensamento dizia "Pelo amor de Deus! Espera-me! Ajuda-me!" De repente, engatinhando, o irmão Jairo alcançou o corredor térreo e viu a rua e alguém gritou "Olha! tem alguém que ta conseguindo sair! Aí correram e agarraram ele para levar para a ambulância e ele, sendo carregado, ia tossindo e dizendo Cadê o bombeiro que me tirou Cadê o bombeiro que me tirou, Mas que bombeiro? O bombeiro que desceu comigo e saiu na minha frente. Aí disseram: nós estávamos olhando para
a porta antes de você sair e não saiu bombeiro nenhum só saiu você! Bom, irmãos, pra quem é crente não precisa explicar o que ou quem era aquele bombeiro, mas o irmão Jairo disse que depois de muitos meses ainda havia cheiro de fumaça na roupa dele. Com esse irmão testemunhando nós choramos tanto que eu acho que se não desse para encher um tanque de batismo com as lágrimas daria pelo menos para lavar o piso da igreja...
E depois que o irmão Jairo foi sentar levantou, chorando, um irmão português que reside na França (foi dado a liberdade para ele testemunhar em cima do púltpito) e testificou: Irmãos, lá França eu faço parte do grupo de segurança e brigada de incêndio do edifício onde trabalho. E no nosso treinamento foi mostrado um vídeo do incêndio do edifício Joelma, e quando eu vi o vídeo daquele incêndio, eu chorei e falei: Senhor, eu me recuso a acreditar que aí dentro deste prédio não havia pelo menos um crente que tu salvastes! E aí, irmão, como mais ou menos 80 por cento do nosso organismo é constituído de água, ainda conseguimos encontrar lugar para muitas lágrimas!

Glória a Deus! Deus vos abençõe!

TESTEMUNHO - EDIFÍCIO JOELMA/SP - IR. "LEONARDO"


Quando eu era criança vivi o dia em que o edifício Joelma pegou fogo, porque acompanhei as imagens em uma TV preto e branco de um vizinho e acompanhei as reportagens posteriores. Foi o meu trauma de infância. Lembro-me das cenas, labaredas de fogo saindo pelas janelas, as pessoas correndo para um lado e para outro lá em cima, chamas de muitos metros de altura, os helicópteros sobrevoando o prédio e jogando saquinhos de leite para desintoxicar mas não podiam pousar sobre o prédio pois não havia lugar para pouso, não havia escada de emergencia, o elevador travou durante o incêndio pela pane elétrica e os que estavam dentro foram carbonizados. O exercito mobilizado nas ruas, bombeiros tentavam entrar no prédio e muitos bombeiros morriam intoxicados ou queimados, e a realidade era esse: a partir do andar onde começou o incêndio não havia como descer, o Maximo que se podia fazer era subir cada vez mais para os andares superiores buscando a cobertura do prédio, mas quando se encontrava as chamas já nas escadas e corredores o jeito era tentar se trancar numa sala, o fogo queimava as portas e vinha entrando nas salas e as pessoas sentavam ou se penduravam nas janelas e as labaredas vinham vindo atrás e, apesar dos apelos em megafones e dos apelos que pintavam com pinceis em letras gigantescas no asfalto da rua dizendo "POR FAVOR, NÃO PULE!", muitos pulavam e vinham perdendo membros quando batiam em parapeitos, alguns pulavam abraçados, o centro de São Paulo parou pelo horror daquele dia que, infelizmente, não chovia mas ventava muito, e o vento alimentava a chama e intensificava o horror que começo logo de manhã e se estendeu por muitas horas do dia. Bem, esse é o prólogo do que tenho para dizer, agora vou contar o que foi um dos cultos mais belos que marcaram a minha vida:
Era uma semana de Assembléia e estava hospedados na casa da irmã Isaltina
diversos irmãos da Europa (irmãos Portugueses que residiam na frança) e naquela noite nós e todos aqueles irmãos fomos congregar no jardim Alvorada em Jandira e na hora da testemunhança levantou um irmão para testemunhar em cima do púlpito, era o irmão Jairo, cooperador daquela região (Barueri, ou Jandira, se não me engano) é um irmão Fransino, bem magrinho e escurinho, já um senhor, e ele nos contou isso: disse que quando era moço trabalhava no edifício Joelma em São Paulo e um dia pouco depois de começar o expediente ouve um curto-circuito nos primeiros andares do prédio e iniciou-se um incêndio, alguns aglomeraram-se no elevador e conseguiram descer mas na terceira leva o elevador travou e os que estavam dentro morreram queimados então eles começaram a correr escadas acima e o fogo vinha subindo muito
rápido. Quando ficou encurralado pelo fogo o nosso irmão se trancou em uma sala junto com outras pessoas, e todos gritavam, chamavam os seus santos e seus deuses, e segundo irmão Jairo, naquela hora todos era iguais, não havia preto, nem branco, nem pobre, nem rico, a visão ardia porque a fumaça entrava por debaixo da porta e pelas janelas, os que estavam perto das janelas pulavam e gritavam e ele saiu de perto porque percebeu que pulavam um atrás do outro. Então o irmão foi para uma janela e não dava para ver o horizonte por causa da fumaça preta que saia do prédio e o irmão lembrou-se que daquele lado ficava a igreja do Braz e naquele tempo as reuniões da mocidade eram no Braz e eram apenas uma vez por ano.
Então o irmão conversou com Deus e falou: "Ah, senhor, quantas vezes ali no Braz Tu me visitastes, eu tenho a recordação de tantas reuniões da mocidade que Tu mudastes o meu cativeiro. Que saudade! E agora eu sei que eu vou morrer e que eu nunca mais vou participar de uma reunião! Mas eu te peço uma coisa, se Tu queres, manda um vento limpar essa fumaça e permita que eu veja a tua casa mesmo que seja pela última vez! E na mesma hora o vento mudou de lado e apareceu a igreja do Brás dentro do campo de visão do irmão. E logo o vento mudou novamente e não se via mais a igreja e então o irmão olhou para traz e viu que a porta da sala onde ele estava começou a ser tomada por labaredas e o fogo que estava lá fora começou a entrar na sala. Nessa hora o irmão saiu de perto da janela para não ser impulsionado a pular e muitos estavam pulando, então o irmão sentou-se no chão encostado na parede olhando para a porta e haviam mais algumas pessoas sentadas do lado dele. E as pessoas começavam a tossir, tossir e de repente caiam para o lado mortas, intoxicadas. Ele olhava para um lado cai um, olhava para o outro caia outro. E ele também, tossindo muito, já sem conseguir
respirar, foi caindo lentamente e olhou para a porta (aonde não havia mais porta, mas apenas uma labareda de fogo) e viu um bombeiro passar no meio das chamas e entrar na sala.
O bombeiro trazia toda a farda: macacão, cinturão, capacete, mascara contra gás, e o bombeiro parou a alguns metros do irmão e fez um sinal com a mão chamando ele. E foi saindo da Sala. O irmão Jairo, sem conseguir falar por causa da fumaça e falta de ar desesperou e esticou a mão para ser puxado pelo bombeiro, mas o bombeiro que ia saindo apenas parou (no meio das chamas) olhou para traz e fez sinal novamente para
ele segui-lo, então o irmão Jairo não conseguia falar e nem andar, foi engatinhando e tentando dizer "me espere, me ajuda!", mas o bombeiro continuou andando, o irmão Jairo passou engatinhando no meio das chamas e o bombeiro foi descendo pelas escadas no meio de labaredas e de vez em quando parava entre labaredas e apenas fazia o mesmo sinal com a mão "venha" e o irmão Jairo foi descendo engatinhando nas escadas em chama e apenas no pensamento dizia "Pelo amor de Deus! Espera-me! Ajuda-me!" De repente, engatinhando, o irmão Jairo alcançou o corredor térreo e viu a rua e alguém gritou "Olha! tem alguém que ta conseguindo sair! Aí correram e agarraram ele para levar para a ambulância e ele, sendo carregado, ia tossindo e dizendo Cadê o bombeiro que me tirou Cadê o bombeiro que me tirou, Mas que bombeiro? O bombeiro que desceu comigo e saiu na minha frente. Aí disseram: nós estávamos olhando para
a porta antes de você sair e não saiu bombeiro nenhum só saiu você! Bom, irmãos, pra quem é crente não precisa explicar o que ou quem era aquele bombeiro, mas o irmão Jairo disse que depois de muitos meses ainda havia cheiro de fumaça na roupa dele. Com esse irmão testemunhando nós choramos tanto que eu acho que se não desse para encher um tanque de batismo com as lágrimas daria pelo menos para lavar o piso da igreja...
E depois que o irmão Jairo foi sentar levantou, chorando, um irmão português que reside na França (foi dado a liberdade para ele testemunhar em cima do púltpito) e testificou: Irmãos, lá França eu faço parte do grupo de segurança e brigada de incêndio do edifício onde trabalho. E no nosso treinamento foi mostrado um vídeo do incêndio do edifício Joelma, e quando eu vi o vídeo daquele incêndio, eu chorei e falei: Senhor, eu me recuso a acreditar que aí dentro deste prédio não havia pelo menos um crente que tu salvastes! E aí, irmão, como mais ou menos 80 por cento do nosso organismo é constituído de água, ainda conseguimos encontrar lugar para muitas lágrimas!

Glória a Deus! Deus vos abençõe!

sábado, 5 de outubro de 2013

COMO ENTENDER ROMANOS CAP. 9:

ROMANOS CAP. 9

Para se entender Romanos Cap 9 temos fazer algumas considerações, pois a perspectiva do ensino de Paulo neste capitulo não é Deus limitando o escopo da eleição a uns poucos escolhidos, e aqueles que não foram escolhidos não poderia reclamar se Deus em sua soberania os despreza. Não é esse o intento de Paulo ao escrever a igreja cristã em Roma, constituída de judeus e gentios.

 Anteriormente em sua carta Paulo aborda a questão de qual vantagem há para a identidade judaica se alguém deixa de cumprir as exigências da lei (2.17-3.21). Ele diz que embora ser judeu traz grandes vantagens por ser os receptores dos oráculos revelatórios de Deus, todavia ser judeu não dá nenhum direito automático à salvação. Ao invés disso, Paulo faz a radical e chocante afirmação que “não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é meramente exterior e física. Não! Judeu é quem o é interiormente, e circuncisão é a operada no coração, pelo Espírito, e não pela lei escrita” (2.28-29).

Paulo defendia que “ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à lei” (3.20); antes, “sustentamos que o homem é justificado pela fé, independente da obediência à lei” (3.28). Isto inclui tanto gentios quanto judeus. “Deus é Deus apenas dos judeus? Ele não é também o Deus dos gentios? Sim, dos gentios também, visto que existe um só Deus” (3.29-30).

Você consegue perceber o que isso significava aos judeus contemporâneos de Paulo? “Cães” gentios que têm fé em Cristo podem de fato ser mais judeus do que os judeus étnicos e entrar no Reino enquanto o povo escolhido de Deus é deixado de fora! Isto seria impensável e escandaloso!

Paulo prossegue para apoiar sua opinião apelando ao exemplo de ninguém menos que Abraão, o pai da nação judaica. Abraão, Paulo explica, foi declarado justo por Deus antes de receber a circuncisão. “Portanto,” diz Paulo, “ele é o pai de todos os que crêem, sem terem sido circuncidados [isto é, os gentios], a fim de que a justiça fosse creditada também a eles; e é igualmente o pai dos circuncisos que não somente são circuncisos [observe a qualificação!], mas também andam nos passos da fé que teve nosso pai Abraão antes de passar pela circuncisão” (4.11-12).

Este é um ensino explosivo. Paulo começa o capítulo 9 expressando sua profunda dor porque os judeus étnicos estavam deixando de alcançar a salvação de Deus ao rejeitar o Messias [= Cristo]. Mas ele diz que não é como se a palavra de Deus tenha falhado. Antes, como vimos, “nem todos os de Israel são, de fato, israelitas; nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos” (9.6-7). Ser etnicamente judeu não é suficiente; antes, deve-se ser filho da promessa – e isso, como vimos, pode incluir gentios e excluir judeus.

A problemática, então, com a qual Paulo está lutando é como o povo eleito de Deus, os judeus, pôde deixar de obter a promessa de salvação enquanto os gentios, que eram considerados pelos judeus como impuros e abomináveis, puderam, ao invés, encontrar salvação. A resposta de Paulo é que Deus é soberano. Ele pode salvar quem ele quiser, e ninguém pode objetá-lo. Ele tem liberdade para ter misericórdia de quem quer, até mesmo dos execráveis gentios, e ninguém pode reclamar de que Deus está sendo injusto.

Então – este é o ponto crucial – quem é que Deus escolheu salvar? A resposta é: aqueles que têm fé em Cristo Jesus. Como Paulo escreve em Gálatas (que é uma espécie de Romanos abreviado), “Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão” (Gl 3.7). Judeu ou gentio, isto não importa. Deus soberanamente escolheu salvar todos aqueles que confiam em Cristo Jesus para salvação.

É por isso que Paulo pode continuar em Romanos 10 e dizer, “Pois não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (10.12-13). A teologia reformada não consegue fazer nenhum sentido deste maravilhoso e universal chamado à salvação. Quem quiser pode vir.

A tarefa de Paulo, então, em Romanos 9 não é limitar o escopo da eleição de Deus mas ampliá-la. Ele quer incluir todos que têm fé em Cristo Jesus apesar de sua classificação étnica. A eleição, então, é antes de tudo uma ideia corporativa: Deus escolheu um povo para si mesmo, uma entidade corporativa, e cabe a nós por nossa resposta de fé se ou não escolhemos ser membros desse grupo corporativo destinado à salvação.

Dentro deste contexto, chegamos a conclusão que os exemplos citados por Paulo em Romanos 9, estão sendo interpretados fora do contexto, o que leva ao fatalismo, e tira todo o significado da graça de Deus.

“Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas; nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência”. (Romanos 9:6-7)
Sabemos que Abraão não podia gerar filhos por ser Sara sua mulher (esposa) estério, no qual Deus lhe fez uma promessa PELA FÉ, que nele seria bendita todas as nações da terra através da sua descendência, isto é; Cristo Jesus. – MAS isto PELA FÉ.
Ismael também é filho de Abraão, mas este foi gerado de Agar, que era ESCRAVA, pois Abraão “quis ajudar Deus” a cumprir a sua promessa, o que por alegoria entendemos que por meio de obras (justiça própria) Ismael foi gerado, e por obras ninguém será justificado diante de Deus, Agar representa a Lei do monte Sinai e todos os que estão debaixo da Lei é gerado da escrava. (conf. Gal. 3 e 4:22-31) - E ninguém será justificado pelas obras da lei, mas o justo viverá da fé.
Por isso Paulo dizia que nem todos os que são de Israel são israelitas, nem por serem descendência de Abraão são todos filhos, MAS O QUE SERIA GERADO PELA FÉ EM DEUS, no caso Isaque, cuja linhagem saiu o SALVADOR do mundo, JESUS CRISTO.
Tanto que Abraão foi repreendido por tentar “ajudar” Deus (Gên 17:1), pois o Senhor já havia determinado, elegido que os que fossem da fé, da qual nasceu Isaque, seriam a povo de Deus, o verdadeiro Israel, e não os de etnia, os gerado pela vontade da carne, pelas obras, mas os da FÉ.
Portanto depois disso tudo Abraão foi posto a prova (Gên 22) para que fosse o pai da fé, isto é; dos que fossem gerado pela fé, que somos nós os que cremos. Deste modo, a promessa de Deus não havia falhado como pensavam os judeus que confiavam serem povo de Deus confiando em sua etnia.

O que temos que entender é que Paulo distinguiu dois tipos de Israel e dois tipos de escolha. Deus escolheu o Israel físico e histórico, ao escolher Abraão e seus descendentes (a “eleição” mencionado no versículo 11). Deus escolheu a nação histórica de Israel pela qual Ele cumpriu muitos dos propósitos, incluindo o estabelecimento das Escrituras (v.4 e 3:2) e a linhagem do MESSIAS (v.5). Mas nem todo o Israel eleito e étnico constitui o Israel eleito e espiritual (salvo)(v.8), o qual foi explicado anteriormente.
Paulo distinguiu dois tipos de eleição: 1º) a eleição da nação de Israel para realizar certas tarefas (o mesmo motivo pelo qual Deus escolheu indivíduos – os patriarcas e Faraó (v.17), e;
2º) a eleição para a salvação. Para pertencer a este ultimo grupo (isto é; alcançar justiça) é necessário CRER em Cristo (vv. 30-33; relembrando o que constitui o VERDADEIRO judeu em 2:28,29)

“E não somente esta, mas também Rebeca, quando concebeu de um, de Isaque, nosso pai; porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), Foi-lhe dito a ela: O maior servirá o menor. Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei a Esaú”. (Romanos 9:10-13)
Aqui Paulo apenas está complementando o assunto anterior, isto é; dar seqüência no ensino da eleição da parte de Deus, eleição esta que é pela FÉ para o verdadeiro Israel, são os que são gerados pela fé (os que crêem). E como havia gêmeos no ventre de Rebeca, Deus optou em escolher Jacó que era o menor, para dele sair tanto a linhagem física e histórica, como também a linhagem eleita e espiritual. Neste sentido Esaú foi rejeitado, pois a palavra traduzida por “odiar” (v.13) não deve ser interpretada como na nossa cultura.
A escolha de Jacó, e não de Esaú, reflete a escolha de Deus para que a nação de Israel viesse dos descendentes de Jacó (Que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e as alianças, e a lei, e o culto, e as promessas; dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne), e não de Esaú. Ao dizer que Deus “aborreceu” Esaú, Paulo não sugere que Deus o havia excluído da salvação.
Tanto que Deus, dando continuidade no Seu propósito, vemos que o Senhor escolheu para a linhagem do Messias a tribo de Judá, dentre os 12 filhos de Jacó (não a mais nobre, em personagem). Em lugar dos descendentes de José (um verdadeiro crente); neste sentido Deus “aborreceu” José, mas “amou” Judá.

Neste contexto Deus executa o seu plano redentor e graciosos da maneira como desejar. Os judeus étnicos (e nós) não podiam/pode exigir nada de Deus, pois todos somos dignos de condenação, mas Deus demonstra o seu amor de tal maneira que nos deu uma oportunidade de nos remir, mas isto somente pela fé em Cristo.
Assim, em nível nacional o Senhor decidiu de modo soberano, elegeu Israel para ser “Seu povo”, pois dentre as nações da terra, precisava-se de uma para trazer Aquele que havia de remir os pecadores, e Israel foi o privilegiado (incluindo os patriarcas). Ainda assim, os filhos físicos de Abraão não podem afirmar que são AUTOMÁTICAMENTE “eleitos” para a salvação, e que são, por conseguintes “justos” independentes da fé genuína em Cristo (VV.31,32). Mas a eleição graciosa do Senhor também opera salvação; Deus decidiu salvar os que crêem e confiam no seu Filho.
Assim, Paulo falando aos judeus étnicos, mostra que Senhor terá misericórdia de quem Ele desejar ter misericórdia, e nenhuma declaração, nem mesmo de descendência JUDIA, anulará o que o Oleiro divino decidiu fazer, pois isto não dependia de quem queria, o de quem corre, mas de Deus que se compadece, isto é; uma expressão que diz estar Deus sobre o controle de tudo, é Ele que quis salvar a todos pela féem Cristo Jesus.

Lembrando que para os judeus étnicos, os gentios (nós) somos pecadores, cães indignos de salvação, foi onde Paulo mostra que todos de igual modo são pecadores:
     “Pois quê? Somos nós [JUDEUS] mais excelentes? De maneira nenhuma, pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado; Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer?”. (Romanos 3:9-10)
E somente pela fé em Cristo é que possamos estar em condição de justificação, de justo diante de Deus.

Nos versículos 17, 18; Paulo mostra que Deus usou de Faraó para continuar o Seu propósito, que era mostrar o Seu poder sobre os outros “deuses” (idolatria), e se fazer conhecido entre as nações como o Deus verdadeiro; através da libertação de Israel. isto não quer dizer que Deus excluiu arbitrariamente Faraó da salvação.
Embora Deus tinha dito a Moises que endureceria o coração de Faraó (Ex 4.21; 7.3); o relato de Êxodo ressalta o fato de que Faraó foi responsável por endurecer seu próprio coração ( Ex 7.13,22; 8.15,19,32; 9.7; cf. 9.34).
Além disso, longe de endurecer o coração de Faraó de modo direto ou determinista. Deus o presenteou com grandes oportunidades de se arrepender ou de continuar em rebelião. Todas as vezes que Deus tinha misericórdia de Faraó e retirava uma praga do Egito, Faraó respondia com desobediência obstinada. Assim, a misericórdia de Deus era OCASIÃO para o ENDURECIMENTO do coração de Faraó.
O judeu Flávio Josefo (37-100 dC), que foi um historiador e apologista judaico-romano, descendente de uma linhagem de importantes sacerdotes e reis, que registrou in loco a destruição de Jerusalém, em 70 d.C., pelas tropas do imperadorromano Vespasiano, comandadas por seu filho Tito, futuro imperador; através de suas obras fornecem um importante panorama do judaísmo no século I, em sua obra “Antiguidades judaicas” ele deixou registrado a interpretação judaica acerca da passagem sobre Faraó, que confirma de como evidencia externa o que relatei acima:
“Voltou então a falar ao príncipe, para pedir que os hebreus fossem ao monte Sinai oferecer um sacrifício a Deus, como Ele o havia ordenado. Disse que Faraó não se devia opor à vontade à do céu, mas que, enquanto Deus lhe era ainda favorável, o seu interesse o obrigava a conceder aquele povo em liberdade que lhe pedia. Se ele recusasse, só poderia depois acusar a si mesmo de ser a causa da sua própria desgraça, pois atrairia sobre si, por sua desobediência, toda sorte de castigo; ver-se-ia sem filhos, o ar, a terra e todos os outros elementos ser-lhe-iam contrários e tornar-se-iam ministros da vingança divina; e, por fim, os hebreus não deixariam de sair do seu reino, ainda que ele não o quisesse consentir, e os egípcios não evitariam o castigo de sua obstinação.” - (História dos Hebreus, pág. 147). Em toda narração mostra Faraó resistindo voluntariamente e nunca por ter seu coração endurecido determinadamente por Deus.

Finalmente, ao lidar com essa questão, o apóstolo Paulo começa com pressuposto de que Deus julga todos os homens de maneira justa (Rm 3.5,8). Ele enfatiza o fato de que pessoas como Faraó estão “preparados para a perdição” (Rm 9.22) Porque no fim, é isso que eles farão. Todas as vezes que Deus concede uma oportunidade para se arrependerem, elas endurecem o coração em desobediência e descrença, como Faraó.
Qdo Deus endureceu o coração de Faraó, isso não aconteceu porque Deus tinha determinado que assim fosse antes do seu nascimento, mas somente por causa da posição intransigente e malvada que Faraó assumiu. A bíblia sempre testifica que existe um “tarde demais, ou um BASTA”, mas nunca ensina que existe uma predestinação para o inferno. Ao mandar decapitar João Batista, Herodes foi além dos limites, de maneira que Jesus não lhe respondeu mais (Lc 23.9). Para ele era tarde demais. “Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer” (v.18). Assim sendo o mesmo SOL (Deus) que amolece a cera (coração que aceita) é o mesmo que endurece o barro (coração de rejeita). O responsável diretamente do endurecimento coração é Faraó.
           
Lembre-SE  Paulo está exortando os Judeus étnicos ou judeus cristãos que não havia compreendido as promessas de Deus sobre o Seu povo, e assim nos versículos: “Por que se queixa ele ainda? Porquanto, quem tem resistido à sua vontade?” (v19)
Paulo. Levantou a hipótese que mesmo depois de toda essa explicação a respeito dos mistérios de Deus até então ocultos, mas revelados pelo Espírito Santo, os judeus ainda não concordassem e se achasse no direito de serem legitimados e salvos unicamente por serem judeus por nacionalidade, não concordando com a entrada dos gentios no VERDADEIRO Israel,  Paulo mostra que Senhor terá misericórdia de quem Ele desejar ter misericórdia, e nenhuma declaração, nem mesmo de descendência hebraíca, anulará o que o Oleiro divino decidiu fazer, pois isto não dependia de quem quer, o de quem corre, mas de Deus que se compadece.
Quando Paulo fala do direito do oleiro de fazer o barro do jeito que quiser, responde duas questões da problemática judaica: a primeira é que o criador da nação de Israel fez este povo permitindo que alguns pudessem quebrar o pacto divino; isso pode ser explicado pela Lei do livre-arbítrio (Rm 10.21; At 7.51; Mt 23.37). Segundo, Deus tem o direito de usar quem Ele quiser ou deixar de usar, sem dar explicações a ninguém. Usou Israel do mesmo modo que usou faraó para um propósito. Para obra a eleição é incondicional, para salvação a coisa muda, a condição é abraçar a Cristo.
Na questão dos vasos, é evidenciado pelo VT que o texto que Paulo usa fala sobre a promessa divina para o povo judeu (coletividade), que assim que o objeto de barro recebe a forma conferida pelo oleiro, assim também Deus iria moldar uma situação política de salvação através da Pérsia (Is 45.9-16). Perceba outras referencias acerca do assunto:

“Os preciosos filhos de Sião, comparáveis a ouro puro, como são agora reputados por vasos de barro, obra das mãos de oleiro!” (Lm 4.2).
 “Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jr 18.6).

Elas também se referem ao povo israelita (nação), e não particularmente a indivíduos. Isso indica a eleição para obra.


Deus o Soberano e Perfeito em Seus caminhos, seja dada honra, glória para sempre. Amém!

“Eu não sei quanto a você, mas meu coração não pode se alegrar com aquilo que minha mente rejeita. Meu coração e minha mente foram criados para trabalharem juntos, em harmonia. Jamais alguém foi obrigado a cometer suicídio intelectual por acreditar em Cristo como Salvador e Senhor”. (Josh McDowell)